Vamos testar seus conhecimentos referentes às estratégias não invasivas na insuficiência respiratória aguda
1. Paciente com insuficiência respiratória hipoxêmica (PaO₂/FiO₂ = 180), consciente, hemodinamicamente estável, sem hipercapnia. Qual a melhor estratégia inicial?
A) Intubação imediata
B) VNI obrigatória
C) Cânula nasal de alto fluxo (CNAF)
D) Oxigênio em baixo fluxo apenas
E) Sedação e observação
2. Sobre a cânula nasal de alto fluxo (CNAF), assinale a correta:
A) Não gera nenhum efeito de PEEP
B) Reduz espaço morto e melhora oxigenação
C) Aumenta trabalho respiratório
D) É inferior ao oxigênio convencional em todos os casos
E) Não deve ser usada em insuficiência respiratória aguda
3. Paciente em uso de CNAF apresenta FR crescente, hipoxemia persistente e desconforto respiratório após 1 hora. Conduta mais adequada:
A) Manter CNAF por mais 12 horas
B) Reduzir fluxo
C) Iniciar VNI ou considerar intubação
D) Suspender suporte ventilatório
E) Alta hospitalar
4. Em relação à VNI na insuficiência respiratória hipoxêmica (sem hipercapnia), assinale a correta:
A) Possui alta taxa de sucesso universal
B) Deve ser evitada sempre
C) Pode atrasar intubação se mal indicada
D) Substitui VMI em todos os casos
E) Não requer monitorização
5. Qual das opções representa melhor vantagem da CNAF sobre VNI?
A) Maior pressão positiva
B) Melhor tolerância e conforto
C) Maior suporte ventilatório
D) Elimina necessidade de monitorização
E) Corrige hipercapnia grave
6. Paciente com edema agudo de pulmão cardiogênico e hipoxemia. Melhor estratégia inicial:
A) CNAF isolada
B) CPAP ou VNI
C) Intubação imediata
D) Oxigênio em cateter nasal
E) Apenas diurético
7. Qual fator está mais associado à falha da VNI em insuficiência respiratória hipoxêmica?
A) Boa adaptação à máscara
B) Melhora precoce da oxigenação
C) PaO₂/FiO₂ muito baixo
D) Paciente colaborativo
E) Baixa frequência respiratória
8. O índice ROX (SpO₂/FiO₂ / FR) é utilizado para:
A) Diagnosticar DPOC
B) Avaliar necessidade de VMI imediata
C) Predizer sucesso da CNAF
D) Avaliar sedação
E) Medir complacência pulmonar
9. Paciente com insuficiência respiratória aguda grave evolui com fadiga muscular, rebaixamento do nível de consciência e hipoxemia. Conduta:
A) Aumentar CNAF
B) Manter VNI indefinidamente
C) Intubação e VMI
D) Trocar interface
E) Fisioterapia respiratória
10. Sobre estratégias não invasivas, assinale a correta:
A) São sempre seguras e sem riscos
B) Nunca atrasam intubação
C) Devem ser usadas sem monitorização
D) Requerem reavaliação frequente para evitar falha
E) Substituem completamente ventilação invasiva
✅ GABARITO
1. C — Cânula nasal de alto fluxo
👉 Em insuficiência respiratória hipoxêmica sem hipercapnia, a CNAF é frequentemente a melhor escolha inicial.
Melhora oxigenação, reduz esforço respiratório e tem melhor tolerância
2. B — Reduz espaço morto e melhora oxigenação
👉 A CNAF:
• Lava espaço morto nasofaríngeo
• Fornece alto fluxo aquecido e umidificado
• Pode gerar leve PEEP
➡️ Tudo isso melhora trocas gasosas
3. C — Iniciar VNI ou considerar intubação
👉 Falha precoce da CNAF:
• Persistência de taquipneia
• Hipoxemia
• Desconforto
➡️ Não insistir → escalar suporte (VNI ou VMI)
4. C — Pode atrasar intubação se mal indicada
👉 Esse é um ponto crítico de prova:
• VNI em hipoxemia pura tem alta taxa de falha
• Uso inadequado pode atrasar VMI e piorar prognóstico
5. B — Melhor tolerância e conforto
👉 CNAF:
• Interface mais confortável
• Permite falar, comer
• Menor claustrofobia
➡️ Grande vantagem sobre VNI
6. B — CPAP ou VNI
👉 Edema agudo cardiogênico:
• CPAP reduz pré e pós-carga
• Recruta alvéolos
• Melhora rapidamente a oxigenação
7. C — PaO₂/FiO₂ muito baixo
👉 Quanto mais grave a hipoxemia:
• Maior chance de falha da VNI
• Especialmente em padrão tipo SARA
8. C — Predizer sucesso da CNAF
👉 Índice ROX:
• Avalia resposta precoce à CNAF
• Baixos valores → risco de intubação
9. C — Intubação e VMI
👉 Sinais clássicos de falha:
• Fadiga
• Rebaixamento
• Hipoxemia persistente
➡️ Indicação imediata de via aérea definitiva
10. D — Requerem reavaliação frequente
👉 Estratégias não invasivas:
• Não são definitivas
• Precisam de monitorização contínua
• Objetivo: evitar atraso na intubação





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